quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A volta de Harry Potter. Bem, mais ou menos. Mas já é o suficiente!



REPORTAGEM ESPECIAL

       A história sem fim    

     


J.K Rowling surpreende os fãs de Harry Potter com notícia de uma nova franquia


           Harry Potter é o maior fenômeno pop da história. Uma afirmação como essa, ainda que precipitada, carece de provas que a justifique, mas, sobretudo, acaba por exemplificar o resultado dos esforços de uma geração imensa de fãs ávidos por transformar Harry, Rony e Hermione nos maiores heróis do século XXI. E a indústria cultural, na onda da capacidade comercial de Harry Potter, transformou o mundo bruxo em um universo de livros, filmes, brinquedos, centenas de produtos relacionados e, mais recentemente, em um parque temático nos Estados Unidos.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, capítulo inicial da saga, foi lançado em 1997 com uma tiragem abaixo dos padrões para lançamentos de literatura fantástica, mas, com esgotamentos cada vez mais frequentes de exemplares em livrarias, tornou-se rapidamente um fenômeno de vendas. Daí para a frente a história é conhecida: outros seis livros fecharam a saga, oito filmes foram produzidos para narrar nas telas a trajetória de Harry e palavras como “trouxa”, “expelliarmus”, “Hogwarts” e “quadribol” se tornaram parte do vocabulário de uma geração.
Para além do sucesso estrondoso dos livros principais e dos filmes, J.K. Rowling, criadora da série, aproveitou para lançar outros três livros anexos que, apesar de não estarem inseridos no contexto da saga de Harry, são relacionados ao mundo mágico. “Os Contos de Beedle, o Bardo” é um livro que reúne contos infantis do mundo bruxo – e que tem extrema importância dentro da série. “Quadribol Através dos Séculos” é um livro informativo que fornece um panorama sobre a história do esporte, principais equipes e seleções – e que também está inserido no universo de Harry.
Animais Fantásticos e Onde Habitam” é um livro-programa de uma das matérias de Hogwarts que possui informações sobre os animais e criaturas mágicas e, para a surpresa (e histeria) dos fãs saudosos, foi anunciado nas últimas semanas que “Animais Fantásticos” também vai virar filme. J.K. Rowling, pela primeira vez, vai comandar o roteiro do filme, que é escrito sob o pseudônimo Newt Scamander. O filme deverá se situar em Nova York, 70 anos antes da história de Harry Potter. A notícia pegou fãs de surpresa, uma vez que Rowling, mais de uma vez, afirmou não possuir mais interesse em desenvolver novos produtos literários ou de cinema do universo de Harry Potter. É certo que o filme se transformará em uma franquia, já que o interesse é de realmente produzir uma nova cinessérie.
Recentemente, Daniel Radcliffe, intérprete de Harry Potter nos cinemas, declarou em entrevista que nem ele nem nenhum dos atores envolvidos na saga de Harry Potter participará das novas produções, mas disse ter certeza que as pessoas ficarão empolgadas com o novo projeto. É certo que, considerando a necessidade comercial e o nicho gigantesco de consumidores do universo Harry Potter, faz todo o sentido criar uma nova saga, sob novos conceitos, que mantenha o mundo bruxo ativo e firme na mente dos leitores e espectadores.
Mas, mesmo que o ímpeto comercial seja motivador da nova produção, é evidente que, para os fãs, não faz nada mal estar mais uma vez inserido no universo fantástico mais importante do século XXI. Harry pode não estar de volta, mas, certamente, seu mundo estará. E isso já basta. Para os fãs, pelo menos.