terça-feira, 17 de setembro de 2013

Crítica: Filme "JOBS"


Crítica:

Filme "JOBS" - Joshua Michael Stern


O filme “JOBS” do diretor Joshua Michael Stern, que conta a história do visionário fundador da Apple, gerou grande expectativa desde o anúncio do projeto. Ao longo da produção algumas notícias foram aumentando a curiosidade, como a hospitalização de Ashton Kutcher, o ator que interpreta Steve Jobs, dias antes do início das gravações. Kutcher adotara a mesma dieta apenas à base de frutas do líder da Apple.

O co-fundador da marca, Steve Wozniak, criticou abertamente o filme. Segundo ele, “JOBS” foi decepcionante e contém vários erros. Já Ashton Kutcher acusou Wozniak de querer derrubar o filme por motivos comerciais, por já estar contratado para participar da produção de outro filme sobre Jobs, escrito por Aaron Sorkin.



Veja o trailer do filme:



Infelizmente devo concordar com Steve Wozniak: “JOBS” é uma decepção. O primeiro ponto de fracasso do filme é o roteiro. O texto de Matt Whiteley é muito, muito, muito fraco, principalmente nos diálogos. Logo no começo do filme há uma cena em que Jobs, sua namorada e um amigo estão deitados num gramado olhando o céu sob o efeito de ácido. As falas dos personagens nesse momento parecem ter saído de um filme de comédia pela quantidade de clichês usados e a brusca transição entre contemplação e o sofrimento de Jobs por ter sido abandonado pelos pais biológicos.

A cena que vem em sequência também é decepcionante. A montagem entre o adolescente hippie Steve e suas viagens pelo mundo é de mau gosto. Os movimentos de Ashton Kutcher no campo parecem extremamente forçados para combinar com as cenas da Índia.

Outro ponto fraco de “JOBS” é a trilha sonora. As escolhas são muito óbvias: em momentos tristes e comoventes, ouvimos uma música instrumental lenta; em momentos de aventura e risco, temos o rock e o folk; em momentos de inspiração, entra uma trilha animada em crescente. Realmente previsível. Parecia uma novela onde já até decoramos a música que entra em cada cena.

Para piorar, o filme é cansativo. A cada dez minutos Jobs faz algum discurso motivacional inspirador. A cada dez minutos. A impressão que se tem ao final do filme é que se pula de discurso em discurso sem parar. Uma compilação de declarações de Steve Jobs seria mais bem sucedida: pelo menos teríamos o verdadeiro homem falando. "JOBS” deixa o espectador exausto com tantos momentos em que se força a ideia de que Steve Jobs era um gênio que inspirava jovens a atingirem seu potencial. A impressão é que Jobs passava 24 horas por dia dando discursos geniais.

Ashton Kutcher consegue dominar de forma razoável o personagem. A linguagem corporal está bem próxima da do co-criador da Apple, especialmente a forma de falar sem articular muito os lábios. Entretanto, o ator sai do personagem em alguns momentos e acaba incorporando o seu próprio personagem de si mesmo.


Nota de um a cinco:  

4 comentários:

Unknown disse...

Vamos esperar pelo próximo filme. Enquanto isso eu quero meu iPhone 5s e 5c, sim quero os dois !!!

Guilherme L. Pina disse...

Enquanto a Apple tenta fazer um celular melhor que o Galaxy, a gente espera.

Unknown disse...

Bela crítica. Ainda não vi o filme, mas lembro também que quando saiu A Rede Social, a crítica caiu em cima e, ao final, mais pessoas começaram a gostar. De qualquer maneira, sinceramente eu espero mais pelo filme de Sorkin.

Unknown disse...

Todo mundo comentando que é uma droga! Isso me dá mais vontade ainda de ver, vai que eu sou contra tudo e a todos kkk